Carlos Alcaraz, antes de estrear no Miami Open, viu-se envolvido em uma polêmica relacionada a uma ação judicial encabeçada por Novak Djokovic. Nesta semana, Djokovic e outros 19 tenistas iniciaram um processo na Justiça buscando reformas na estrutura do tênis mundial, com foco nos órgãos gestores do esporte para homens e mulheres.
Alcaraz, no entanto, ficou surpreso ao descobrir que uma declaração sua foi utilizada nos documentos da ação judicial sem seu conhecimento prévio. O tenista espanhol fez questão de se posicionar publicamente, esclarecendo que não concorda com todas as ideias propostas pelo grupo de Djokovic. Embora reconheça a importância de alguns pontos levantados, Alcaraz destacou a falta de comunicação sobre o assunto.
Em uma entrevista coletiva, Alcaraz afirmou: "Foi surpreendente para mim, porque ninguém me informou sobre isso. Concordo com alguns aspectos e discordo de outros. No entanto, não endosso o que foi feito, pois não fui consultado. Vi nas redes sociais que uma declaração minha foi incluída nos documentos sem meu conhecimento. Sinceramente, não apoio essa carta, pois não fui devidamente informado", declarou o tenista.
A situação foi esclarecida por Ahmad Nassar, Diretor Executivo da PTPA, que explicou a necessidade das medidas adotadas. Segundo ele, "O tênis está em crise. Por trás do glamour promovido pelos órgãos que regem o esporte, os jogadores enfrentam um sistema injusto que explora seu talento, limita seus ganhos e compromete sua saúde e segurança".
"Após esgotarmos todas as tentativas de reforma por meio do diálogo, fomos forçados a recorrer aos tribunais para buscar responsabilidades. Corrigir essas falhas sistêmicas não se trata de interromper o tênis, mas de salvá-lo para as gerações futuras de jogadores e fãs", concluiu Nassar.